Acredito em fadas, gnomos, gênios, sacis, reinos encantados, mundos paralelos e na responsabilidade da palavra.
Por reconhecer o poder que a palavra exerce sobre nós, tenho como critério a qualidade do conteúdo na escolha dos livros que comento. Faço um trabalho de garimpo, recolhendo pedras preciosas que identifico com meu olhar atento. Este é um trabalho independente, não mantenho vínculo de divulgação com editoras, livrarias ou escritores. Os livros indicados são adquiridos por mim e fazem parte do meu acervo pessoal, que compartilho.
Sejam bem-vindos!


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15 fevereiro 2017

Tarde de Inverno

Poema de Jorge Luján, que traduz em poucos versos os sentimentos de um menino que espera por sua mãe com os olhos grudados na janela, numa tarde de inverno. Ele faz desenhos com o dedo na vidraça embaçada e através deles procura por sua mãe.
As palavras traduzem bem a espera paciente, a alegria ao avistar a mãe no caminho de volta e o abraço desejado. Mas é fascinante ver as imagens de Mandana Sadat! O que mais impressiona é sua sensibilidade ao ilustrar os sentimentos da criança. É belíssima a tradução em figuras, onde um olhar atento e sensível perceberá detalhes refinados de cada parte da narrativa. Se não existisse o texto, as imagens bastariam para o entendimento do cenário.
É um banho de sensibilidade e afeto cada página deste livro. Absolutamente imperdível!
A dupla de criação tem seu valor reconhecido. Jorge Luján, nasceu em Córdoba, Argentina, formado em arquitetura, desde 1978 mora na cidade do México e tem várias obras literárias publicadas, que lhe renderam alguns prêmios. Em parceria com Mandana Sadat, o resultado só poderia ser belo! Ela nasceu em 1971, na França. Após se formar em Belas-Artes pela Universidade de Estrasburgo, dedicou-se a escrever e ilustrar livros infantis. Também tem vários prêmios, entre eles o Prix France Télévision, em 2006.

Ilustração
 

17 dezembro 2016

Áudio: A Menina, as Formigas e o Boi

Ouça através do Link um trecho do conto de Cora Coralina, A Menina, as Formigas e o Boi 

Acesse o link:

28 novembro 2016

De Medos e Assombrações

O medo é um tema que alguns gostam e outros não, alguns acreditam que deva ser evitado na escrita para crianças e outros não. Assunto bom para debates! Mas não há divergência quando olhamos para nós e percebemos que medos existem bem lá no fundo de nosso ser, alguns guardados e outros esperando sua vez para se mostrar. Ninguém pode negar seus medos! E como lidar com este que pode ser um inimigo, quando nos deixa acuados ou um grande amigo, quando conseguimos supera-lo e dar mais um belo passo nesta nossa empreitada chamada vida!
Neste livro há seis contos escritos pela grande Cora Coralina. Aqui foi feita uma seleção de textos sobre o medo, que também podem ser encontrados no Tesouro da Casa Velha, onde só fica faltando o Procissão das Almas, que eu pessoalmente gosto muito, porque alma é um assunto que me interessa!
Nesta edição estão As Capas do Diabo, O Capitão-mor, Medo, O Corpo de Delito, Candoca e Procissão das Almas. São narrativas que não devem nada a Edgar Allan Poe, só pra você ter uma ideia do clima que se forma no decorrer das páginas! Cora, como sempre, vai nos envolvendo com seu jeito poético, simpático e sincero de contar. Fica muito difícil de não se arrepiar de medo ao mergulhar nas cenas descritas!
A composição texto/imagem fica perfeita com o belo trabalho do ilustrador Soud, um carioca, que vive em São Paulo e publica nos mercados nacional e internacional. 
De Medos e Assombrações é um livro ótimo para quando se quer deixar a imaginação correr solta entre medos e mistérios!


ilustração do Procissão das Almas

25 novembro 2016

A Águia Que Não Queria Voar

Esta história foi escrita por James Aggrey, 1875-1927, missionário e pedagogo, nascido em Anomabu, uma cidade de Gana, África. Ele escreveu este texto numa época em que a África tinha todos seus países dominados por nações europeias e o negro era visto como raça inferior. Aggrey quis chamar atenção de seu povo para questionar e refletir sobre esta condição imposta, que não tinha nada de verdadeiro em seu teor.
O livro traz a história de uma águia, que criada desde filhote entre galinhas, como uma galinha, se recusa a abrir suas imensas asas e voar grandes alturas, como é característica de sua espécie. Uma ave nobre é transformada em galinha, que consegue apenas voos rasantes.
Incrível pensar nisto! Um ser de bela magnitude aprisionado em sua essência numa condição inferior. E se transferirmos esta narrativa para a vida humana encontraremos exatamente o mesmo. Quantos de nós com potencial imenso vivemos em quadrantes limitadores, fazendo sufocar a alma, tão carente de expansão e crescimento! Como queria Aggrey, podemos refletir e buscar meios para nos libertar de prisões internas armadas pelo externo opressor.
Leitura inspiradora e rica em conteúdo com ilustrações do fantástico Wolf Erlbruch, que escreveu e ilustrou o magnífico O Pato, a Morte e a Tulipa, exposto neste blog também.
A Águia Que Não Queria Voar é uma obra  importante para sua biblioteca! Acredite.



08 outubro 2016

Falando sobre Contação de História


Ala Voloshyn e Priscila Cardoso conversando sobre Contação de História

Assista os dois vídeos, que mostram a entrevista no programa Mulher em Questão, apresentado por Priscila Cardoso, na Rádio ABC, AM 1570, no dia 7 de Outubro de 2016. Falamos sobre contação de histórias. Um encontro iluminado, onde demos o melhor de nós.

Video 1 -  https://www.facebook.com/pri.alianca/videos/1400737626620297/

Video 2 - https://www.facebook.com/pri.alianca/videos/1400755146618545/

01 setembro 2016

A Criação do Mundo - Contos e Lendas Afro-brasileiros

 Escrever sobre este livro é tarefa muito agradável. Leitura em que não se sente o tempo passar. O autor nos leva para as cenas dos contos com facilidade e assim podemos ser capazes de circular por entre os personagens sem que nos percebam e viver todos os momentos da criação do mundo, através da mitologia dos orixás.
Adetutu, uma jovem africana, é capturada por caçadores de escravos e levada ao Brasil num navio negreiro. Durante árdua viagem sonha com a criação do mundo pelos orixás. Ela se transporta  e acompanha todos os momentos da criação. De cada orixá ganha um presente que os representa e guarda  em uma sacolinha que leva consigo.
Adetutu tem a honra de encontrar os deuses de seu povo, Oxalá, Xangô, Iemanjá, Iansã, Exu, Ogum, Oxóssi, Ossaim, Ibejis, Iroco, Nanã, Omulu, Oxumarê, Euá, Obá, Oxum, Logum Edé, Ifá, Odudua, Oxaguiã. Cada um com seus mitos, ritos e objetos sagrados.
O navio negreiro chega ao Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Adetutu, se torna Maria da Conceição e protagoniza, como iniciada nos rigores da religião africana, a ancoragem do Candomblé, em terras brasileiras.
O autor Reginaldo Prandi, professor da USP, escreveu muitos livros de sociologia e mitologia, entre eles,  Mitologia dos Orixás e Segredos Guardados, que é uma excelente sugestão para quem deseja se aprofundar no panteão africano. Também escreveu livros infantojuvenis abordando temas da mitologia africana. Joana Lira, ilustra o texto compondo a obra com primazia.
Também acompanha o livro um apêndice, que nos esclarece sobre os deuses da mitologia afro-brasileira.
Mais uma sugestão de leitura deixo aqui. Estou certa que lhe encantará!






23 julho 2016

Os Meninos Verdes

Certa vez, os netos da vovó Coralina lhe pediram para contar a estória dos Meninos Verdes. Vovó deixa claro que não é uma estória, e sim um acontecido e sigiloso! Conta, mas só para eles!Tudo acontece na Casa Velha da Ponte, mais precisamente, na horta. Seu Vicente, que sempre cuidou de todas as plantações, foi quem encontrou os Meninos Verdes, quando um dia viu duas plantas muito diferentes, que quis jogar fora, mas vovó Coralina não deixou e pediu que observasse o que aconteceria com elas. Depois de alguns dias seu Vicente mostrou, todo espantado, a natureza daquelas plantas. Vovó viu! Eram menininhos verdes, bem pequeninos, gelatinosos, com dentes pontudos e unhas como garras de passarinho. Sete ao todo, quatro menininhas e três menininhos. E assim ficaram na casa, sendo muito bem cuidados. Os menininhos cresciam vitalizados e aos poucos vovó Coralina foi se vendo em apuros, tamanha a esperteza dos pequeninos. E não é que o acontecido chegou ao conhecimento da Primeira Dama? E é claro, depois ao Presidente da República? E é claro, ao corpo científico nacional e é claro, internacional, depois? Bem, o que era sigiloso, se tornou um estudo muito curioso, pois afinal, quem eram os Meninos Verdes? Duendes? Gênios Verdes? Ou simplesmente Meninos Verdes?
Cora Coralina, chama este conto de estória, mas eu digo que é uma história, porque acredito que Meninos Verdes existem e se você tiver uma horta ou jardim, quem sabe pode tê-los bem perto de você!
O texto é de Cora Coralina e as ilustrações de Cláudia Scatamacchia. O livro é lindo demais. Um encanto, como tudo de Cora Coralina!
 
Ilustração
 

Um pouco de mim

Minha foto
Brasileira, nascida em São Paulo em agosto de 1956. Ser humano com interesse na expansão de consciência. SRC, formada em psicologia, blogueira, escritora, taróloga, artesã, membro da Academia Popular de Letras (Movimento Literário da Biblioteca Municipal Paul Harris de São Caetano do Sul). Mantive, de 2006 a 2014 coluna sobre Tarô no jornal, "Mais Notícias" de Ribeirão Pires. Escrevo para o jornal "Enfim", de São Caetano do Sul, desde 2009. Publiquei também na revista "Mais Conteúdo" de Ribeirão Pires. Por mais de 4 anos mantive uma coluna no "Jornal Paulistano" da Zona Leste de São Paulo e escrevi no Jornal "Giro Rápido".Colaborei com o jornal "abc Mulher" de São Bernardo do Campo. Escrevi o livro infanto-juvenil "Pimenta do Reino", lançado em 2008. Participei da Antologia "de Maria a José", lançado em 2012. Em 2004 produzi e apresentei o programa "Abra a Cabeça", via internet, na It's TV. Participo de programas de Rádio e TV em entrevistas desde 1993. Realizo contação de histórias e palestras em escolas, empresas e residências.